20 de agosto de 2013

Criança arteira ou hiperativa?

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Algum tempo venho perdendo os cabelos com a minha filha por ela ter uma energia que nunca acaba -Jesus- Peço a Deus muita paciência e compreensão, porque olha, o tremmm é dificil viu :( kkk
Aí, esses dias estava eu no salão de beleza, quando em uma conversa com a cabeleleira surgiu essa pergunta - ''ELA É ARTEIRA OU HIPERATIVA?'' - Pois bem, não soube responder, e fiquei mega curiosa com essa pergunta, afinal, quem sabe não há uma solução pra tanta energia da Ana? kkkk
Enfim, li vários artigos interessantes sobre o assunto e vou compartilhar com vocês, espero que seja útil a vocês!! (:



“Meu filho não pára um minuto sequer, desde pequeno ele é assim. Não adianta brigar com ele, mandar ele parar de fazer uma coisa, porque dá dois minutos ele está lá de novo. Eu não sei o que fazer”. Se alguma mãe se identificou e viu na descrição acima, o próprio filho, é possível que o pequeno tenha hiperatividade e transtorno de déficit de atenção.
Calma mãe, isso não é algo que se pegue ou erro de criação. O neurologista infantil Ademar César de Moraes, explica que esse transtorno é um problema orgânico e que tem causas genéticas. “É muito frequente entre 6% a 8% das crianças”, diz.
Segundo Moraes, a criança já dentro da barriga da mãe mostra sinais de inquietação, se mexe demais. Quando bebês não param de se mexer, movimentam sem parar braços e pernas. “São normalmente crianças muito elétricas, que não param em lugar algum”. A diferença entre a criança hiperativa e a criança arteira é que a hiperativa é vítima do próprio comportamento. Muitas vezes continua a fazer a mesma coisa, apesar de já ter apanhado. A criança hiperativa não consegue controlar os impulsos, ela já nasce assim”, relata. Já a criança arteira, de acordo com o neurologista, faz arte porque gosta, tem atitudes comportamentais. Quando são corrigidas não voltam a fazer tão cedo.  Há três tipos de casos de transtorno. Há as crianças que são somente hiperativas. Essas, apesar de não parar quietas, vão bem na escola. Esse tipo representa entre 10% a 15% dos casos e é mais comum em meninos, apesar de ocorrer em meninas também.
Outra possibilidade é a criança, que apesar de ser calma, é desatenta. Os pais muitas vezes acham que a criança é apenas distraída demais, mas é uma doença e deve ser tratada. Acontece entre 10% a 20% dos casos. Essa forma é mais comum nas meninas.
Já a maioria, cerca de 70% a 80% dos casos, são crianças hiperativas e que têm déficit de atenção. “Além de agitadas, essas crianças não conseguem se concentrar e vão mal na escola”, informa o neurologista. Os casos combinados são mais comuns em meninos também. É preciso ter em mente que a hiperatividade e transtorno de déficit de atenção é uma doença genética, mas curável. Com tratamento, segundo Moraes, em cada dez casos, nove têm melhora. “Desses, 50% têm uma melhora completa e 40% têm uma melhora parcial. É considerado um tratamento de alta efetividade.”
Como não se trata de uma doença mental, nem física, não há exames para detecção. O diagnóstico é clínico de acordo com o histórico da criança. Obrigatoriamente, a doença já pode ser detectada até os sete anos de idade. “Se a criança era calma e de repente ficou agitada, não é hiperatividade”, ressalta Moraes.
O tratamento consiste em acompanhamento psicológico e psicopedagógico. Em alguns casos é necessário  o uso de medicação. Segundo o neurologista, são prescritos estimulantes. “Não são calmantes, são remédios que vão estimular a produção de dopamina e noradrenalina, responsáveis pelo auto-controle e concentração”, esclarece.
Os casos não tratados de hiperatividade e transtorno de déficit de atenção podem desencadear no adolescente e adulto problemas de auto-estima, depressão, dificuldades escolares, ansiedade. “Há um índice maior de incidência de vícios e uso de drogas nessas pessoas em comparação à população em geral”, alerta o neurologista.

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